CALINDA

   Olha às estrelas no céu no escuro infinito
   Como é bonito as luzes que vão me guiar
   A floresta não vê mais a luz que ilumina
   O que me fascina é teus olhos de riacho.

  Brisa leve do outono, carinho amoroso.
  Verdades não ditas serão escritas no velho papel.
  Pequeno carrossel da vida que engana amantes.
  A nebulosa escuridão do peito, oh! Calinda.

 O universo não responde fatos reais.
 Enganados somos, que carinho me repassas?
 Oh! Calinda do sorriso de pêssego e cabelos de breu.
 A ursa menor perdeu seu curso, oh! Calinda.

Aurora de inverno e ardente paixão.
Me escolhestes por quê? Se brincas comigo?
Não sou a alquimia inexplicada.
Sou a astronomia reversa.